
COP 30
10 min de leitura
Por: AXA no Brasil
Publicado em 19 de fevereiro de 2026
A urgência da transição climática exige uma resposta estratégica e coordenada de todos os setores da economia. No Brasil, país-chave na agenda global de sustentabilidade, o debate sobre o Net Zero e a descarbonização está diretamente ligado à inovação e à gestão de riscos.
Recentemente, na Casa do Seguro durante a COP 30, a AXA reuniu especialistas para discutir o futuro desse cenário. O painel "Acelerando a transição climática: o papel da tecnologia verde e dos seguros para atingir o Net Zero" deixou claro: não basta ter metas; é preciso ter ferramentas, conhecimento e parceiros para viabilizar a mudança em escala.
A seguir, veja os principais highlights do debate e entenda como a tecnologia e o seguros voltados à sustentabilidade estão redefinindo o caminho para um futuro resiliente.
A COP 30 em Belém marcou uma nova era no posicionamento do mercado segurador diante dos desafios do clima. Na Casa do Seguro, ficou evidente que a solução para a transição para uma economia de baixo carbono reside na intersecção entre tecnologia, inovação e dados climáticos.
Para nós, na AXA, esse movimento reforça o nosso papel não apenas como provedores de indenização, mas como protagonistas na adaptação climática. A discussão com nomes como Chaouki BOUTHAROUITE (Head de Sustentabilidade da AXA International Markets), Alexandre Mansour (O Mundo Que Queremos), Daniel Contrucci (Climate Ventures), Fernanda Gomes (Instituto Internacional para Sustentabilidade) e Rogério Paiva Cavalcante (Conselho do 1,5 grau) apontou para a necessidade de um sistema mais interconectado e resiliente.
A jornada em busca do Net Zero demanda ações práticas e estruturadas. As tecnologias verdes, como a Inteligência Artificial (IA), sensores remotos, drones e plataformas de monitoramento climático, são a linha de frente dessa transformação.
O Brasil, com dois terços de suas emissões vindas do uso da terra, tem um foco estratégico nesse setor. O mapeamento de soluções regenerativas, muitas delas oriundas de startups, já identificou mais de 1.500 inovações aplicáveis a áreas como logística, mobilidade, energia e, especialmente, agricultura.
Essas ferramentas digitais são cruciais, pois permitem:
A inovação para o clima não pode ser puramente tecnológica. O painel destacou a importância de reconhecer e valorizar as tecnologias sociais e ancestrais. Práticas sustentáveis de comunidades indígenas, principalmente na Amazônia, são exemplos legítimos e replicáveis de convivência integrada com a natureza.
A combinação entre esses saberes tradicionais e a tecnologia de ponta pavimenta o caminho para a bioeconomia regenerativa. Essa abordagem busca gerar valor econômico por meio da conservação e restauração ambiental e do uso sustentável de recursos.
Para que a bioeconomia regenerativa ganhe a escala necessária, é preciso conectar investidores, comunidades e modelos de negócios inovadores. É nesse ponto que o setor de seguros pode atuar como um facilitador relevante, criando a ponte entre o capital e o risco.
Um dos pontos mais críticos levantados foi a dificuldade que modelos inovadores e sustentáveis, como os de restauração de terras degradadas ou investimento na natureza, têm de acessar financiamento climático. Isso ocorre porque, muitas vezes, os produtos de seguro agrícola tradicionais não cobrem esses novos modelos de risco.
Nesse cenário, o setor segurador se posiciona como um agente habilitador da transição verde. Por meio da mitigação de riscos financeiros, o seguro permite que projetos climáticos avancem com mais confiança.
Ao integrar dados de inteligência climática, uso do solo e indicadores sociais nas análises de risco, o seguro pode:
Um exemplo prático e impactante dessa intersecção é a tecnologia de detecção precoce de incêndios florestais. Esses incêndios são responsáveis por cerca de 30% das emissões globais de carbono, além de comprometerem a capacidade de sequestro de carbono das florestas no longo prazo.
O projeto 1,5 grau, por exemplo, utiliza câmeras de alta resolução em torres de monitoramento integradas à Inteligência Artificial para identificar sinais de fumaça em menos de três segundos, cobrindo um raio de 20 km.
Essa ação antecipada é a chave para reduzir prejuízos. Incêndios detectados no início podem ser contidos rapidamente, o que resultou em uma redução de até 80% nas perdas em clientes da plataforma no Sul do Brasil em 2024.
Para o mercado, esse tipo de inteligência climática representa uma oportunidade de:
A Casa do Seguro COP 30 confirmou que nenhuma organização sozinha resolverá a crise climática; é necessária a coordenação de esforços e o investimento sistêmico.
Para nós, na AXA, essa sinergia passa por transformar o papel do corretor. As ideias debatidas reforçam que o corretor tem um papel fundamental nessa transformação. Em vez de apenas oferecer produtos, o corretor pode atuar como um consultor estratégico.
Esse novo consultor tem a responsabilidade de conectar:
Ao oferecer proteção financeira e climática em um só produto, o corretor se posiciona com um diferencial competitivo, tornando-se peça-chave para clientes que buscam segurança em um mundo cada vez mais imprevisível.
Nós, da AXA, acreditamos que prevenir é proteger. Convidamos você a conhecer mais sobre as soluções inovadoras da AXA e a se posicionar como um parceiro essencial na transição climática do seu cliente!


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