
COP 30
13 min de leitura
Por: AXA no Brasil
Publicado em 5 de fevereiro de 2026
O aumento da frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos têm transformado o papel do setor de seguros globalmente. A discussão não é mais apenas sobre como pagar as perdas, mas sobre como podemos, de fato, construir resiliência e evitar que essas perdas ocorram, protegendo o planeta e as pessoas.
Esse foi o centro do debate "Do risco à resiliência: Seguros para a conservação da natureza e proteção de pessoas", realizado pela AXA na Casa do Seguro durante a COP 30. O painel reuniu cientistas, representantes do setor público e especialistas do mercado para discutir como a responsabilidade social e o avanço da ciência podem impulsionar novas modalidades de proteção.
A seguir, apresentamos os principais insights sobre como a conservação da natureza e a inovação em seguros estão redefinindo nossa abordagem ao clima.
A adaptação climática é uma tarefa urgente que "a gente tem que ter feito ontem". As mudanças no clima já são uma realidade e vão continuar impactando a sociedade e a economia.
Para nós, na AXA, e para a indústria como um todo, a vulnerabilidade é clara: o setor de seguros está entre os mais sensíveis a eventos climáticos extremos. Mas essa vulnerabilidade se estende:
O ponto central é que a adaptação climática não pode ser uma estratégia genérica. Ela deve ser construída com políticas baseadas em ciência e estruturada pelas populações locais, atendendo às necessidades heterogêneas de cada região.
Um dos conceitos mais inovadores do debate é a valoração dos ecossistemas naturais como ativos de proteção. A natureza, por si só, oferece benefícios bilionários na redução de danos causados por desastres.
Estudos mostram, por exemplo, que ecossistemas litorâneos, como recifes de corais e manguezais, ajudam a reduzir os impactos de tempestades e furacões na Flórida e no Caribe, resultando em benefícios anuais de muitos bilhões de dólares.
Nesse contexto, surge o seguro paramétrico para a conservação da natureza:
Para nós, na AXA, essa abordagem inspira a aplicação do mesmo pensamento para "créditos de adaptação", onde a restauração de áreas hídricas e pântanos (wetlands) pode reduzir o risco de enchentes, gerando valor e benefícios mensuráveis.
Um dos maiores desafios é o chamado "protection gap", que representa a diferença entre as perdas econômicas totais e o valor coberto por seguros.
Globalmente, cerca de dois terços das perdas por eventos climáticos, estimadas entre $200 bilhões e $250 bilhões de dólares anuais, não são cobertas. No Brasil, as perdas no agronegócio por eventos extremos já somam mais de $60 bilhões de dólares nos últimos 10 anos, com pouca cobertura.
Para enfrentar essa lacuna, o caminho passa por:
Iniciativas como o TFF (Fundo Florestas Tropicais) são exemplos desse avanço. O TFF, liderado pelo governo brasileiro, cria um incentivo direto para a população na ponta preservar as florestas tropicais, agindo como um "seguro global" contra desastres causados por desmatamento.
O setor público, no Brasil, tem um papel chave em criar incentivos para que a conservação da natureza se torne um ativo econômico no agronegócio. A floresta em pé não é apenas um tema ambiental; ela é um ativo que gera benefícios ecossistêmicos (provisão de água, redução de desastres, proteção da biodiversidade) e amplia a produtividade agrícola.
No âmbito das políticas públicas, o incentivo positivo é a grande oportunidade:
Apesar da necessidade, o Brasil ainda enfrenta um grande gap no seguro rural, com a área segurada representando apenas 7% da lavoura nacional. Érico Rocha destaca que a ampliação em escala dessas políticas e a redução da assimetria de informação (com dados científicos e públicos) são cruciais para o avanço.
A transição Do risco à resiliência exige uma mudança de mentalidade e uma coordenação sem precedentes entre os setores:
Aqui na AXA, enxergamos que essa mudança exige a integração entre ciência, setor público e setor privado. É preciso que as seguradoras ajudem a modelar e dar tração às novas tecnologias, fornecendo as garantias necessárias para que projetos de adaptação avancem de forma segura.
Investir em soluções para a conservação da natureza e na proteção de pessoas não é apenas uma obrigação moral, mas uma estratégia para garantir a estabilidade do sistema e a perenidade dos negócios.
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