
Agosto Lilás
6 min de leitura
Por: Alexandre Campos
Publicado em 10 de agosto de 2026
Mas a realidade mostra exatamente o contrário: seus impactos atravessam portas, afetam relações, comprometem a saúde emocional e chegam diariamente ao ambiente corporativo.
Por trás de uma queda repentina de rendimento, ausências frequentes, mudanças bruscas de comportamento ou isolamento, sinais, nunca o problema em si, pode existir uma mulher enfrentando medo, controle financeiro, violência psicológica, sexual ou física.
Acredito que organizações não podem mais assumir uma postura de neutralidade quando falamos sobre segurança, dignidade e proteção humana. Empresas são feitas de pessoas, e proteger pessoas também significa criar ambientes onde elas se sintam acolhidas, respeitadas e seguras para pedir ajuda.
Muitas vezes, o local de trabalho é o único espaço de convivência fora da residência da vítima. Em alguns casos, é também o único ambiente onde ela pode encontrar escuta, informação ou apoio sem vigilância constante do agressor.
Por isso, iniciativas de acolhimento e conscientização não devem ser vistas apenas como ações institucionais, mas como responsabilidade social e compromisso humano, e é exatamente esse compromisso que orienta a cultura Care & Dare da AXA. "Care" significa entender as reais necessidades das pessoas ao nosso redor, com escuta e empatia; "Dare" é a coragem de romper com o silêncio e desafiar o que está posto.
Na AXA, acreditamos que proteção vai além dos seguros tradicionais. Esse princípio também orienta a forma como pensamos nossas relações, nossa cultura e nosso impacto na sociedade.
Ao longo dos últimos anos, temos fortalecido iniciativas voltadas ao combate à violência contra a mulher e à construção de ambientes mais seguros. Entre elas, está o AXA Safe Spaces, um movimento global de conscientização e capacitação que busca preparar pessoas e empresas para identificar sinais de violência, acolher vítimas e orientar de forma humanizada.
Globalmente, esse compromisso também se traduz no programa We Care, que oferece a colaboradoras em situação de violência doméstica, familiar ou sexual um ponto de contato dedicado, flexibilidade no trabalho e dias de licença remunerada, reforçando que cuidar das pessoas é parte da estratégia da empresa, não uma ação pontual de campanha.
Também contamos com soluções como a Assistência Maria, disponível em algumas modalidades de Seguro de Vida em Grupo e Acidentes Pessoais, oferecendo acesso facilitado a informações, rede de apoio e orientação especializada para mulheres em situação de vulnerabilidade.
O enfrentamento da violência exige uma mudança cultural coletiva. Exige escuta ativa. Informação. Empatia. E coragem para romper o silêncio que ainda cerca esse tema.
Como liderança, acredito profundamente que o cuidado com as pessoas deve ocupar um espaço central dentro das organizações. Ambientes psicologicamente seguros fortalecem não apenas colaboradores, mas toda a cultura corporativa.
Falar sobre violência contra a mulher dentro das empresas não é exagero. Não é invasão de privacidade. E não é um tema "externo" aos negócios. É sobre vidas.
Neste Agosto Lilás, deixo um convite para que empresas, líderes e profissionais reflitam sobre o impacto que podem gerar ao criar espaços mais humanos, acolhedores e seguros.
Porque, às vezes, uma escuta atenta pode ser o primeiro passo para mudar uma história.


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